Meninas,
Nessas férias, cheguei à conclusão de que sou do tempo em que pai e mãe é que tomavam conta dos filhos. Surpresa com essa constatação? Explico.
Nunca vi tanta criança cuidada por babás. Vocês podem me perguntar: “Ué, mas você também não tem uma?”. E eu respondo. Claro, mas ela toma conta do meu filho nas minhas ausências, primordialmente quando estou no trabalho ou quando tenho que me desincubir das minhas tarefas de dona de casa. Vá lá, e quando dou umapassadinha no salão pra ficar bonitinha ou quando pego um cinema com maridão nas sextas à noite. E só. Fim de semana é com a gente. Feriados e férias também. Depois que chego de trabalho, ou durante à noite, quando ele acorda, idem. Quem dá banho no Davi à noite é o maridão. E eu enxugo, penteio o cabelo, coloco o pijama, passo hidratante, dou as gotinhas homeopáticas, faço e dou o leitinho e ufa!, coloco pra dormir, o que às vezes pode demorar até 40 minutos. Isso tudo eu faço, mesmo quando a babá dorme em casa, o que acontece três vezes por semana. E vou confessar uma coisa, ela dorme mais por uma questão de economia e também porque gosto e preciso que ela esteja cedinho lá em casa. Quase nunca nos valemos dessa comodidade pra sair. Só agora estamos nos aventurando a tanto, e só depois de botarmos Davi pra dormir.
Fazemos questão de cuidar do nosso miudim e acho, sinceramente, que isso faz toda a diferença. A relação entre a gente fica muito mais próxima e especial. Ele sente isso e por isso, é tão apegado a nós. Acho que não suportaria ver meu filho chorando quando a babá fosse embora. Ou se preferisse ficar na companhia dela do que na nossa. Quando estamos em casa, ele nem lembra que tem uma babá.
Nas férias, como das outras vezes que fomos pra Fortaleza, minha mãe arrumou uma pessoa pra me ajudar. E ela me ajudou muito. Como?Lavava e passava a roupa do Davi, sempre arrumava a bolsinha dele com tudo que precisava, trocava a fralda quando eu não estava, brincava um pouquinho com ele enquanto nós descansávamos, limpava o apartamento em que estávamos, enfim, mantinha a infra-estrutura pra que nós pudéssemos aproveitar as férias com Davi. Ah, e ficava com ele, na casa da minha mãe ou da minha sogra quando, umas raras vezes, saímos pra almoçar fora. À noite, nunca deixamos. Por conta disso, nunca chegamos em casa depois das 22:30, e algumas vezes, dormimos junto com Davi, por volta das 21:30.
Mas voltando ao tema do post, pude perceber, por todo canto, um número cada vez maior de mães que delegam essa função tão gostosa de cuidar de seus filhos para uma terceira pessoa, no caso, as babás. Nos dias em que passamos no hotel, em uma praia próxima à Fortaleza, sempre que ia à cozinha do bebê, via as babás, dificilmente as mães. Na praia, cedinho, também eram as babás que a gente via descer com as crianças. Chegou ao cúmulo do Maurício presenciar a cena de uma babá se servindo na hora do seu almoço, com a criança grudada nela.
Fico me perguntando o seguinte: “ se as pessoas não ficam mais com seus filhos nesses momentos, quando estão de férias, ou nos feriados, ou mesmo nos finais de semana, depois de terem passado a semana tão atarefados, e sem tempo pra eles, quando é que ficam? Ou será que não ficam?”
E as tais babás folguistas, que trabalham apenas nos finais de semana? Se às vezes me incomoda um pouco saber que deixo meu filho aos cuidados de uma outra pessoa durante a semana, o que dizer de colocar uma pessoa estranha dentro da sua casa, apenas nos finais de semana, para continuar te substituindo na funçao de mãe, mesmo quando você está em casa e deveria aproveitar o tempo livre para estar e cuidar do seu filho?
Desculpem-me as que pensam diferente, mas é assim que penso e nesse ponto, sou radical. Repito: sou do tempo em que pai e mãe é que cuidavam de seus filhos.
bjs e fiquem com Deus.




