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Archive for the ‘Gabi’ Category

Ponha a mão suja na boca!

Meninas,

 

Resolvi colocar este texto no ar por dois motivos. O primeiro é que como estou num apto novo e ainda me adaptando ao ambiente (principalmente por causa do Fred que sempre acha um lugar novo para meter a mão), estou um pouco sem tempo. E o segundo motivo é que aqui meu filho realmente entrou em contato com o mundo da sujeira. Mexe na terra dos vasos, na água do cachorro, come comida do chão e até pão que a Sofia (minha cadelinha) deixa pela casa.

É claro que tenho cuidados básicos de higiene mas nada de exageros!!!! A criança precisa entrar em contato com este “mundo sujo” para que desenvolva um bom mecanismo de defesa.

 

Bom, chega de falar…

 

O texto é JANE E. BRODY do “NEW YORK TIMES”, traduzido por PAULO MIGLIACCI

 

Se você perguntar às mães por que os bebês costumam apanhar coisas do
chão e colocá-las na boca, é provável que elas respondam que se trata
de instinto -é dessa maneira que eles exploram o mundo que os cerca.
Mas por que a boca, quando a visão, a audição, o tato e o olfato são
mais eficientes na identificação das coisas?
Quando meus filhos eram pequenos e exploravam as ruas do Brooklyn, eu
sempre imaginava que graça eles percebiam em experimentar tijolos
moídos ou cocô de cachorro seco quando costumavam rejeitar meu
delicioso purê de batatas.
Já que comportamentos instintivos representam vantagem evolutiva -ou
não teriam sido retidos por milhões de anos-, a probabilidade é que
isso também nos tenha ajudado a sobreviver como espécie. E, de fato,
um acúmulo considerável de indícios parece sugerir que comer sujeira
faz bem.
Em estudos sobre o que os cientistas chamam de “hipótese da higiene”,
pesquisadores estão concluindo que organismos como os milhões de
bactérias, vírus e especialmente vermes que penetram no corpo em
companhia da “sujeira” promovem o desenvolvimento de um sistema
imunológico saudável. Diversos estudos longos sugerem que vermes podem
ajudar a redirecionar um sistema imunológico que tenha perdido a
orientação e, por isso, resultado em doenças imunológicas, alergias e
asma.
Esses estudos, acompanhados por observações epidemiológicas, parecem
explicar por que distúrbios do sistema imunológico como a esclerose
múltipla, o diabetes tipo 1, as doenças inflamatórias dos intestinos,
a asma e as alergias tenham apresentado elevação em sua incidência nos
EUA e demais países desenvolvidos.
“O que uma criança faz ao colocar coisas na boca é permitir que seu
mecanismo de resposta imunológica explore o ambiente que a cerca”,
afirma Mary Ruebush, professora de microbiologia e imunologia, em seu
novo livro, “Why Dirt Is Good” [por que a sujeira faz bem].
“Não só isso permite o “treinamento” das respostas imunológicas de que
o corpo precisará para proteção como o processo desempenha papel
crucial em ensinar ao sistema de resposta imunológica sobre sinais que
ele deveria ignorar”, afirma.
Um conhecido pesquisador nesse campo, Joel Weinstock, diretor de
gastroenterologia e hepatologia no Centro Médico Tufts, em Boston, diz
que o sistema imunológico, no nascimento, “é como um computador não
programado, que precisa de instrução”. Ele afirma que medidas de saúde
pública, como limpar a água e os alimentos contaminados, salvaram
incontáveis crianças mas também “eliminaram a exposição a organismos
que provavelmente nos fazem bem”.
“Crianças criadas em um ambiente ultralimpo não estão sendo expostas a
organismos que as ajudam a desenvolver os circuitos regulatórios
adequados em seus sistemas imunológicos”, diz. Estudos que ele
conduziu em parceria com David Elliott, gastroenterologista e
imunologista da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, indicam que
os vermes intestinais, praticamente eliminados nos países
desenvolvidos, “provavelmente exercem o papel principal” na regulagem
do sistema imunológico para que responda de maneira apropriada. Ele
acrescentou que infecções bacterianas e virais parecem influenciar o
sistema imunológico da mesma maneira, mas não com vigor comparável.
A maioria dos vermes pode ser considera inofensiva, especialmente para
as pessoas bem nutridas, acredita Weinstock. “Existem muito poucas
doenças que as pessoas apanham dos vermes”, disse ele. “Os seres
humanos se adaptaram à presença da maioria deles”.

Vermes para a saúde
Em estudos com camundongos, Weinstock e Elliott usaram vermes para
prevenir e reverter doenças do sistema imunológico. Na Argentina,
portadores de esclerose múltipla infectados com o verme tricocéfalo
humano apresentaram menos surtos da doença em um estudo que durou
quatro anos e meio.
Na Universidade do Wisconsin, em Madison, o neurologista John Fleming
está testando se o uso da versão porcina do tricocéfalo pode temperar
os efeitos da esclerose múltipla. Em Gâmbia, a erradicação de vermes
em algumas aldeias levou ao surgimento de reações de pele mais
intensas a agentes alergênicos entre as crianças, segundo David
Elliott. E os tricocéfalos porcinos, que residem por curto período no
aparelho intestinal humano, também tiveram “efeitos positivos” no
tratamento de doenças do intestino, do mal de Crohn e da colite
ulcerosa.
Para Elliott, a regulagem imunológica é entendida hoje como um
processo mais complexo do que parecia ser o caso no momento em que o
epidemiologista britânico David Strachan introduziu a hipótese da
higiene, em 1989. Strachan notou uma associação entre famílias grandes
e uma incidência reduzida de asma e alergia.
Em resposta à pergunta “será que somos limpos demais?”, Elliott
responde que “a sujeira tem seu preço. Mas a limpeza também. Não
estamos propondo uma volta aos ambientes repletos de germes de 1850.
Mas se compreendermos devidamente como os organismos do ambiente nos
protegem, talvez possamos criar uma vacina ou imitar seus efeitos por
meio de um estímulo inócuo”.

Lave com moderação
Mary Ruebush, apesar de seu livro sobre as vantagens da sujeira,
também não sugere um retorno à imundície. Mas ela lembra que existem
bactérias em toda parte: dentro do nosso corpo, sobre nosso corpo e em
tudo o que nos cerca. A maioria desses micro-organismos não causam
problemas, e muitos são essenciais à boa saúde.
“O ser humano típico abriga cerca de 90 trilhões de micróbios. O fato
de ter tantos micróbios de tipos diferentes é o que o ajuda a se
manter saudável na maioria do tempo”, escreveu. Ela deplora o fetiche
atual por produtos antibacterianos que transmitem uma sensação de
falsa segurança e podem fomentar o desenvolvimento de bactérias
resistentes a antibióticos e causadoras de doenças. Limpeza requer
apenas água e sabonete comum, acredita.
“Certamente recomendo lavar as mãos depois de usar o banheiro, antes
de comer, depois de trocar uma fralda, antes e depois de manusear
alimentos, e sempre que elas estiverem visivelmente sujas”, escreveu.
Weinstock vai mais longe. “As crianças deveriam ser autorizadas a
brincar descalças na terra, e deveriam ser autorizadas a comer sem
lavar as mãos”, diz.
Ele e Elliott apontam que crianças criadas em fazendas muitas vezes
crescem expostas a vermes e outros organismos, pelo contato com os
animais rurais, e sua probabilidade de desenvolver alergias e doenças
imunológicas é muito menor.
Igualmente útil, diz ele, “é permitir que as crianças tenham dois
cachorros e um gato”, o que as exporá a vermes intestinais capazes de
promover o desenvolvimento de um sistema imunológico saudável.

 

Beijos cheio de bactérias!!!!

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A verdadeira amizade….

 

Oi meninas! Hoje resolvi contar aqui algo que aconteceu comigo em junho deste ano, quando fiz minha última ICSI.

Bom…. faltavam dois dias pra realização do Beta HCG, quando novamente uma borra de café começou a sair e o meu mundo desmoronou. Das seis tentativas anteriores, em apenas uma consegui chegar ao dia do exame sem a dita borra. Então, pelas experiências anteriores já sabia que novamente não tinha dado certo. 

Em primeiro lugar liguei pro meu médico e ele tb ficou triste apesar de me pedir calma e que eu esperasse até o dia do exame ou a mesntruação normal. Mas eu não conseguia ficar calma, eu chorava muito…então liguei para o meu marido que falou a mesma coisa que o médico e disse que não poderia voltar pra casa por causa do trabalho. Então recorri a minha mãe, que justamente neste dia (eu não sabia) estava preparando um almoço para meus tios que tinham vindo de Santa Catarina. Nem consegui falar direito com ela, pois eles chegaram e eu tentei não chorar na frente deles pra não ter que dar explicações e sai de fininho.

Fiquei ainda pior pois não tinha nenhum ombro pra desabafar e chorar o que eu quisesse. Vim pra casa então e na cama chorei muito…. foi aí que tive a idéia de pegar o computador e tentar me distrair um pouquinho, mesmo que chorando tanto que nem enxergava direito a tela.

Depois de um tempinho, acabei no msn e lá encontrei a Gabi. Sim, a Gabi do blog, mãe do Fred, que mesmo cuidando dele, entre mamada e trocas de fraldas, foi falando comigo, me ouvindo, me dando força e me fazendo rir. Isso mesmo, depois de algumas horas conectadas, fui do choro, a muitas risadas gostosas. Falamos sobre tudo e ela me contou coisas hilárias. Foi meu ombro amigo, um apoio enorme que talvez nem ela imagine.  Pois hoje resolvi escrever para vcs minhas amigas, para falar desta experiência maravilhosa que eu vou levar pra toda vida. É inacreditável que possamos ser tão próximas e verdadeiramente amigas, apesar de nunca termos nos visto.

Quero deixar para vcs um abraço enorme e para a Gabi….AMIGA!!!! Um muito obrigada!

Bjus

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Meninas,

 

A nossa amiga Glenda, mamãe do Arthur (que está cada dia mais lindo) vai ter outro bebê.

Pois é, depois de tratamentos… TEC… Super-ICSI… plástica e silicone para arrumar o corpitcho, ela ficou grávida de surpresa, naturalmente… e está super feliz.

Parabéns amiga!!!! Aproveita muito este segundo bebê, curta muito esta segunda gravidez. Desta vez sem medos, sem preocupações nem grilos!!!!

 

 

Um beijão nesta barriguinha!!!!

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Sexta-feira 13

 

Para muitos um dia de azar, para mim um dia muito especial. Nunca fui dada a superstições e sempre gostei muito desta data. Acho que sou do contra, ahahahah

 

Lembro que uns dias antes do Fred nascer encontrei uma amiga, que fazia tempos que não via, e ela estava grávida, estávamos as duas grávidas e praticamente com as mesmas semanas, eu com uma a menos. Conversávamos sobre parto e ela disse que faria cesariana. A obstetra dela, que por sinal era a mesma minha, tinha dado duas datas, ou 11 de março ou 13 de março. Como 13 seria numa sexta feira 13, esta minha amiga optou pelo 11.

 

E meu filho nasceu dia 13. Esta foi a data escolhida por ele e mamãe amou!!!!

 

Hoje, completamos 8 meses de felicidades.O Fred está cada dia mais lindo e esperto e adora inventar uma arte nova. Mede 77cm e tem 11kg, já se arrasta pela casa inteira atrás dos brinquedos, dá gargalhadas lindas quando faço cavalinho (e principalmente quando o cavalinho empina jogando ele quase até o chão) ou quando vê a Sofia brincando de João Bobo. Tem dois dentinhos, cada dia mais cabelo, um olhar apaixonante e um sorriso que é de parar o transito!!!!

 

FREDERICO que significa COMANDANTE DA PAZ, trouxe muita paz para nossa família e juntou todo mundo ao seu redor.

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– Filho, para você tudo!!!! Os maiores amores, as maiores alegrias, as maiores conquistas e o melhor da vida. Ahhhh, e muita saúde para curtir tudo isto. Te amo demais e sou capaz de qualquer coisa para te fazer feliz.

És a minha vida!!!!

 

 

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Sem comentários!!!!

Continuando o ultimo post…

Fiz dois abscessos, duas drenagens, três passagens pelo bloco cirurgico, uma delas para estancar um sangramento, mais de um mês de lavagens até cicatrizar e metade do seio perdido.

 

 

Mas mudando de assunto:

Comprei um bico mágico, como tenho as mamadeiras da Avent, e não estava encontrando os copinhos mágicos, comprei apenas o bico que também servem nas mamadeiras.

Abri o pacotinho, examinei o bico, não tinha instruções e resolvi ligar para uma amiga que tinha este copo.

– Amiga, vi que embaixo do bico tem um silicone o que faço com ele?

– Tu tiras e guarda para quando sair não vazar na bolsa.

– Ahhh ta, que bom que falei contigo. Por mim daria assim mesmo e o coitadinho não ia conseguir tomar nada.

Preparei um suco de laranja, troquei o bico da mamadeira e dei para o bebê.

Foi mágico!!! Era uma cachoeira laranja lindíssima!!!! Realmente emocionante.

Pensei, meu filho ainda esta muito novinho, com apenas 6 meses ainda não tem capacidade de usar o copinho… vou continuar com a mamadeira.

Algum tempo depois, lendo a Encantadora de Bebês, me deparei novamente com a necessidade de fazer a transição da mamadeira para o copo e que um bom instrumento seria os copos mágicos com controle de fluxo.

Se até a encantadora estava indicando os copos para bebês de 6 meses, pq meu filho não conseguia tomar.?

Pq era chamado de mágico?

Que controle de fluxo era este???

Peguei o bico, olhei olhei…

Peguei o silicone (que por sorte não tinha jogado fora, normalmente faço isto) olhei olhei. Aparentemente nada de furo.

Minha ultima opção seria recorrer ao Maridex

Enchi a mamadeira de água, coloquei o bico com o silicone e dei para ele.

 – Maridex, toma!!!!

– Ta, tomei.

– Como assim, saiu água???

– Sim, perfeitamente. Não era água que deveria sair?

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Sem comentários, né, ahahahahahahh

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E bebezinho nasceu!!!!

E bebezinho nasceu!!! Lindo, forte e saudável!!!

Depois da cesariana passei para a sala de recuperação. Maridex acompanhou bebezinho no banho e depois foram me encontrar. Ficamos lá por… sei lá, umas 5 horas. O resto do dia (já no quarto) foi de muitas visitas.

De 2 em 2 horas vinha a enfermeira colocar meu filhote para mamar. Foi aquela dificuldade básica!!! Eu, deitada, sem muita, ou melhor, nenhuma experiência e Fred, esfomeado e sem saber muito o que fazer.

O problema do Fred foi resolvido em poucos minutos, passei a mão no telefone e falei com uma amiga que é fonoaudióloga e trabalha com prematuros na UTI Neonatal. Ela, acostumada a estimular bebês super pequenos a sugarem, não teve dificuldade nenhuma de ensinar meu filho. Mas faltava a mãe…

A primeira noite chegou e com isto a fome. Bebezinho chorou a noite inteira, sem dar folga e eu, sem conseguir arrumar uma posição para alimentá-lo. Quando o dia clareou estava exausta. Lembro que quando a Dra Obstetra chegou para me dar alta e perguntou como tinha sido a noite, eu disse:

– Ele chorou a noite inteira!!!

E ela: – Mas os bebês choram

Eu: – Mas ninguém me disse que seria na primeira noite, pensei que demoraria alguns dias…

Algumas horas depois a pediatra deu alta e meio dia estávamos em casa.

Em casa tudo foi mais fácil. Sentadinha, com uma almofada de amamentação, tudo ficou mais simples. Meu filhote mamava de hora em hora, não dava folga. O leite demorou uns três dias para descer, mas o colostro deu uma forradinha no estômago. Não tive maiores problemas com os seios. Comecei a prepará-los com 20 semanas com sol e esponja e a pele ficou forte o suficiente para agüentar a sucção.

Nas primeiras semanas pensei que meu filho era um esfomeado, depois que ele fazia meu seio de bico e por isto mamava tanto. Passava o dia e a noite com ele pendurado nos peitos. Foi numa revisão, com 15 dias, que descobri que o problema era fome. Não tinha leite o suficiente para saciar sua vontade e ele não estava engordando, não tinha recuperado nada que perdeu depois do nascimento. Resolvemos então entrar com o complemento.

Usava e uso a mamadeira da Avent, com fluxo controlado e nunca tivemos problemas  dele não querer mais meu peito, muito pelo contrario. O Fred sempre adorou mamar no peito, ficávamos um tempão assim. As vezes não tinha mais nada e ele continuava ali, só chupando. Não demorou muito para o leite aumentar e o problema começar.

Poucos dias depois de perceber que tinha uma boa quantidade de leite percebi que o seio direito estava “empedrando”. Fui procurar Dra Obstetra (que estava com o pé na rua para viajar) e me orientou para ir direto no banco de leite do hospital. Lá, com a bombinha de sucção não drenamos mais de 5 ml, mas o seio continuava cheio. A recomendação foi voltar mais duas vezes e foi o que fiz… e nada. A sensação que tinha era que cada vez ele ficava mais cheio (e realmente ficava). Deste dia em diante fiz tudo que me indicaram. Tomei anti-inflamatório, coloquei bolsa de água quente, água fria, tirei com um extrator que tinha em casa de baixo do chuveiro depois de 30 minutos no banho quente, Fred mamava várias vezes por dia… e nada. A dor no seio não era nada comparado com a dor pelo corpo e a febre. Passei duas semanas com 39ºC. Praticamente me arrastava pelo chão. Meu corpo doía todo. As articulações doíam tanto que por vezes tive que chamar meu marido para me levantar da cadeira pois não tinha força. Teve noites que meus pulsos doíam tanto que não tinha força para retirar meu bebê do berço, ou tinha medo de deixá-lo cair.  

Maridex foi atrás de uma enfermeira especialista em amamentação. Ela fez mil massagens e nada. Depois chegou com a informação que a responsável pelo Banco de Leite tinha acabado de fazer um curso e voltado com uma técnica nova. Fomos para lá.

A técnica consistia em fazer balancinho no seio. Era só colocar a mão por de baixo da mama e balançar. Em poucos minutos o leite jorrava.

Quando estava fazendo a ficha disse que poderia começar a aplicar a técnica ali mesmo, pq meu seio estava com muito leite. Fui orientada a não fazer isto para não perder nada e levar para meu filho.

Entrei super animada. Meu seio voltaria ao normal e eu seguiria com a amamentação como se nada tivesse acontecido. Coloquei a roupa, mascara, propés, touca, lavei o seio e começamos. Lá fiquei eu, balançando… balançando… balançando… 5 minutos… 10 minutos… 15 minutos… 20 minutos e nada. A enfermeira chefe que tinha dito no início que o leite iria jorrar, lá pelas tantas saiu de fininho e sumiu para nunca mais voltar, ahahahah. Depois de meia hora fui embora, com o peito cheio de leite e com a certeza que tinha feito de tudo e não agüentava mais.        

Detalhe:

Quando sai do banco de leite liguei para maridex que tinha ficado em casa com bebezinho.

Maridex: – E aí amor, deu certo???

Eu: – Claro amor!!! Comecei a balançar o seio e o leite começou a jorrar. Eu apertava o bico e saia leite para todos os lados. As meninas corriam de um lado para o outro e eu ali, só atirando nelas, ahahahah

No dia seguinte Dra Obstetra voltou de viagem e fui falar com ela. Quando me viu ficou apavorada. Eu já estava tomando antibiótico quase uma semana, a febre continuava e o seio era um brilho só de tão esticado que estava. Ela disse que não dava mais e que eu tomaria um remédio para parar a produção do leite. Fiquei arrasada. Por mais que eu estivesse cansada de tudo aquilo, pelo menos ainda estava amamentando meu filho e o pior, ele amava ficar no seio.

Comprei o remédio e me sentei para dar de mama pela última fez no dia 07 de maio, às 9 da noite, alguns dias antes de completar 2 meses. Chorei muito… pelo cansaço, pela preocupação de como resolveria meu problema e principalmente por ele. Confesso que não tanto pelos benefícios do leite materno, mas principalmente pelo apego que ele tinha ao peito. Era um calmante para todas as horas.

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Olha o tamanho do peitão, ahahah. Dava três vezes a cabeça do Fred e isto que ele não era pequeno!!!!

Como este problema terminou??? O final será para outro dia, por hoje já chega, né????

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O grande dia!!!

        Tive as contrações de Braxton Hicks desde os 7 meses. Fiz muitas peregrinações pela maternidade, já tinha até vergonha. O pior é tirar o médico de casa, ou melhor, da praia num feriado de sol (como o de Carnaval) ou no domingo e não ser nada, hahahah.
Queria um parto normal, mas no final o desconforto era tanto que já tinha marcado a cesariana para as 39 semanas no dia 17 de março.

Dia 12 as nove da noite comecei com contrações. Como as contrações me acompanhavam por semanas fiquei quietinha esperando passar. Depois da meia noite, ou seja, sexta feira 13, as contrações começaram a aumentar. Quando maridex disse que iria dormir eu contei o que estava acontecendo e pedi que ficasse comigo vendo TV, sem acreditar que estava entrando em trabalho de parto. As três da manhã já estava com contrações de cinco em cinco minutos e quando fui ao banheiro tinha um pouco de sangue. Pensei… acho que agora é verdade, será que ligo para a médica e tiro ela da cama??? Maridex disse para esperar o dia amanhecer. Claro né, não era ele quem iria parir um filho.

As quatro da manha resolvi ligar e fomos para o hospital de mala e cuia. Chegando lá estava com 2,5 cm de dilatação (a anestesia já estava programada, mas seria dada apenas depois dos 5 cm).

Voltamos para casa e combinamos um novo encontro as 7 da manhã. Minha médica pediu para caminhar bastante em casa para acelerar a dilatação. Em casa, depois de caminhar cinco ou dez minutos, as dores pareciam que iam me repartir ao meio.

Resolvi colocar em prática minhas técnicas de respiração, etc. Acabei descobrindo que tinha colocado dinheiro fora. Com aquela dor insuportável não tinha respiração nem massagem que fizesse eu me sentir melhor. A massagem então foi maravilhosa, hahahahah, quando maridex começou a fazer deu vontade de dar um soco na casa dele. As 6 da manha pedi para voltarmos para o hospital… com aquela dor já devia estar com 9 cm e segundo meu curso intensivo pelo Discovery Home and Health, poderia passar da hora da minha Peridural.

 (Não entendo como algumas mulheres conseguem gritar, eu não consegui nem respirar, nem falar…)

    Chegando na garagem (pois o carro estava numa garagem aqui na frente, pq a nossa estava com problemas…) ( da primeira vez fomos de taxi e a médica deu carona) tinham 11 carros na frente. O cara abriu com cara de sono e disse pq não tinhamos avisado antes que iriamos sair tão cedo. Eu disse para ele: – Talvez pq ninguém me avisou que meu filho nasceria hoje e nem que isto doia tanto.

Passei uma hora em pé, contando carro por carro. Acabei chegando as 7h, no horário combinado. Quando ela examinou estava com 4cm de dilatação. Quase pari um filho quando ela disse isto, ahahahah Uma hora depois continuava com 4 cm e o colo estava ficando duro e meu bebezinho com batimentos fracos. Então ela sugeriu uma cesariana e eu prontamente aceitei. Naquela hora eu só pensava na bendita anestesia.

A cesariana foi uma bosta, com perdão da palavra. Colocaram morfina junto, fiquei chapada e com falta de ar. Uma coceira maravilhosa no nariz, ou melhor, no rosto inteiro… e coçou por duas horas… Fiquei deitada atrás daquele campo fechado, com os braços amarrados, todo mundo correndo para tira-lo rápido, ninguém lembrava de falar comigo. E eu alí, chapada, só olhava os monitores para ver se continuava viva. Até que ouvi um chorinho, lindo… Olhei para o lado e lá estava bebezinho, meio sujinho de mecônio. A neonatologista correndo para aspirá-lo, mas tudo ficou ok. Depois a enfermeira me trouxe ele… tão enrolado, mas tão enrolado que eu não enxergava meu filhinho. Eu deitada sem poder levantar a cabeça e ele empacotado um andar em cima do meu… começou a briga com a enfermeira.

 Ela só dizia: – Pose para a foto…

E eu: – Como foto? Não enxergo meu filho….

As fotos ficaram linda… eu lá embaixo e ele lá em cima, ahahahah
A ficha só caiu na recuperação, quando fiquei sozinha. Bebezinho tinha ido tomar banho e maridex foi junto para garantir que ele não seria trocado na maternidade, ahahahah Chorei muito, chorava e coçava o rosto… a enfermeira da recuperação, muito querida por sinal, só me entregava paninho gelado para eu limpar os olhos e coçar o rosto. Parece que ela também estava com algum problema, que não quis contar, mas começou a chorar junto comigo, ahahahah.

Foi assim que meu filhote chegou ao mundo, com 3,700kg e 51 cm, numa verdadeira sexta feira 13.

 

Amo esta data!!!!!!!!

 

Frederico 146

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